Estudos e evidencias têm comprovado cada vez mais a existência de uma relação entre as enfermidades gengivais e os nascimentos prematuros, e de bebês que nascem com peso abaixo do normal. Por isso, é essencial estar atento e cuidar de doenças bucais nesse período.
CÁRIES
Na gestação, 3 fatores podem formar as cáries: primeiro o consumo de alimentos mais ricos em amido ou açúcar. Quando ingeridos, eles liberam ácidos que causam a corrosão dos dentes e o aparecimento de bactérias, tornando o local propício para as cáries. Além disso, a mudança de hábitos e os enjoos podem atrapalhar a higiene correta.
O outro fator é a diminuição da ação protetora e do fluxo de saliva. Como consequência, há um aumento da acidez na boca e desmineralização dentária, favorecendo o surgimento do problema.
GENGIVITE
A gengivite, caracterizada pela inflamação e sangramento das gengivas ao escovar os dentes, é uma situação muito comum durante a gravidez. Com as alterações hormonais, elas acabam tornando-se mais sensíveis.
Os principais sintomas incluem: gengivas vermelhas e inchadas, sangramento fácil das gengivas ao mastigar ou escovar os dentes, dor intensa ou constante nos dentes, mau hálito e sensação de mau gosto na boca.
Ela deve ser tratada o mais rápido possível, para que não evolua para outras complicações como risco aumentado de parto prematuro ou de baixo peso, do bebê, à nascença – como a periodontite.
PERIODONTITE
Uma revisão de estudos da Universidade Pedagógica e Tecnológica da Colômbia revelou que gestantes com periodontite (infecção que destrói a gengiva e até os ossos que dão suporte aos dentes) correm um risco duas vezes maior de passarem por um parto prematuro (ocorrido com menos de 37 semanas de gravidez).
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores compilaram dados de 20 artigos científicos sobre o tema. No total, a análise abrangeu 10.215 mulheres de diversos lugares no mundo. Resultado: em 60% dos levantamentos, a associação entre infecção periodontal e aumento da possibilidade de parto prematuro foi confirmada. E para entender o que explica essa associação, é necessário esclarecer como a periodontite surge.
Existem vários tipos de periodontite. O mais importante é saber que normalmente sua principal causa é a higiene deficiente, que gera o acúmulo de placa bacteriana. A correta escovação e a limpeza do tártaro são fundamentais para evitar a periodontite. Para identificar um caso da doença, a atenção aos sangramentos durante a escovação é necessária. Vale esclarecer que as alterações hormonais da gravidez não causam a periodontite, apenas tornam os tecidos mais suscetíveis.
GRANULOMA GRAVÍDICO
Pode ainda ser chamado de tumor gravídico, tumor de gestação ou ainda de granuloma piogênico. É benigno e pode aparecer no 2º e no 3º trimestre de gravidez, atingindo em torno de 1% das mulheres grávidas.
Ele aparece normalmente devido a algum trauma, que pode ser tártaros nos dentes, estos de raízes, trauma na escovação, restauração e próteses mal adaptadas. O mais comum é aparecer na gengiva perto de algum dente, mas pode ocorrer na bochecha, lábio ou língua.
O tratamento é consiste, na maioria das vezes, em acompanhamento do granuloma, já muitas vezes após o nascimento do bebê, o tumor desaparece sozinho, sem a necessidade de removê-lo.
EROSÃO DO ESMALTE DENTAL
Esta erosão pode aparecer devido aos enjoos e vômitos, que são muito comum na gravidez.
Se você está grávida procure seu dentista o quanto antes e converse sobre o pré natal odontológico. É extremamente importante que a grávida tenha cuidado também com a sua saúde bucal.
